Isto é chamado um COCODRILO devido à sua cor de açafrão (crocus). Reproduz-se no Rio Nilo: um animal com quatro patas, anfíbio, geralmente com 30 pés de comprimento, armado com dentes e garras horríveis. Tão grande é a dureza da sua pele que nenhum golpe pode magoar um crocodilo, nem mesmo se pesadas pedras forem lançadas sobre o seu dorso. Permanece na água durante noite, em terra durante o dia. Incuba os seus ovos em terra. O macho e a fêmea fazem turnos.

O seu excremento providencia um unguento com o qual as prostitutas velhas e cheias de rugas untam as suas faces e as tornam belas, até que o suor dos seus esforços o lava do rosto.
O tradutor do bestiário, Terence White, faz algumas considerações sobre o tema. Aprendi assim que Galeno considerava que o excremento de crocodilo era bom para as sardas, que Aécio recomendava que fosse queimado e o fumo enviado para dentro de buracos de cobra, e que Quiranides defendia que os dentes eram afrodisíacos, desde que fossem retirados do animal vivo.
Como é hábito, o bestiário faz considerações de índole moral, e é muito severo com as pobres criaturas:
As pessoas hipócritas, dissolutas e avarentas possuem a mesma natureza que este bruto...
Mais sobre crocodilos nas próximas contribuições, mas sob uma perspectiva mais moderna.
Ficha técnica
Imagem retirada da referência abaixo.
Referências
The book of beasts. Editor Terence Hanbury White. New York: Putnam, 1960. Páginas na Universidade de Wisconsin.
0 comentários:
Enviar um comentário